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TDAH e ansiedade em adultos: como diferenciar e tratar

Dr. Victor Voss13 min de leitura
TDAH e ansiedade em adultos: como diferenciar e tratar

TDAH e transtornos de ansiedade podem coexistir no adulto e, em alguns momentos, produzir manifestações semelhantes. Dificuldade de concentração, inquietação, procrastinação, irritabilidade, problemas de sono e sensação de sobrecarga podem aparecer nas duas situações.

Isso não significa que seja necessário escolher entre “TDAH ou ansiedade”. Algumas pessoas apresentam apenas uma das condições; outras apresentam ambas. O diagnóstico depende principalmente da história dos sintomas ao longo da vida, de seus desencadeantes, do prejuízo funcional e da presença de outras possíveis explicações.

TDAH e ansiedade são comuns juntos?

Sim. Adultos com TDAH apresentam, em média, mais sintomas de ansiedade do que adultos sem TDAH.

Uma metanálise publicada em 2026 reuniu 58 estudos, com 18.821 participantes, e encontrou escores de ansiedade significativamente mais elevados entre adultos com TDAH. O tamanho de efeito agrupado foi moderado. Os próprios autores, entretanto, observaram variação importante entre os estudos e algum indício de viés de publicação. [1]

Esse resultado não deve ser interpretado como uma estimativa da prevalência de transtornos de ansiedade. A metanálise comparou níveis de sintomas entre grupos, e não calculou uma porcentagem única de adultos com TDAH que preencheriam critérios para transtorno de ansiedade.

Também é importante distinguir ansiedade comum de um transtorno de ansiedade. Sentir preocupação antes de uma prova, reunião, viagem ou decisão difícil pode fazer parte da experiência normal. O diagnóstico depende do tipo de sintoma, intensidade, persistência, contexto, sofrimento e prejuízo provocado.

Por que ansiedade e TDAH podem se confundir?

As duas condições podem afetar atenção e funcionamento cotidiano, mas os mecanismos e a trajetória clínica tendem a ser diferentes.

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento. No DSM-5-TR, o diagnóstico exige evidências de vários sintomas antes dos 12 anos, além de manifestações em mais de um contexto e prejuízo clinicamente relevante. [2] A CID-11 também caracteriza o TDAH por início durante o período do desenvolvimento, persistência dos sintomas e prejuízo funcional. [3]

No adulto, isso pode aparecer como dificuldade persistente de:

  • administrar o tempo;
  • organizar tarefas;
  • manter atenção em atividades pouco estimulantes;
  • concluir projetos;
  • lembrar compromissos;
  • controlar impulsos;
  • lidar com tarefas que exigem planejamento;
  • regular o próprio ritmo de atividade.

Nos transtornos de ansiedade, a dificuldade de atenção pode ocorrer porque parte dos recursos mentais está ocupada com preocupações, antecipação de ameaças, vigilância ou sintomas físicos. Isso varia conforme o transtorno: ansiedade generalizada, transtorno de pânico, ansiedade social e outros quadros não se manifestam exatamente da mesma maneira.

Por isso, dificuldade de concentração isoladamente não permite diferenciar TDAH de ansiedade.

Como diferenciar ansiedade de TDAH no adulto?

A linha do tempo dos sintomas é uma das informações mais importantes.

No TDAH, procura-se identificar se dificuldades de atenção, organização, impulsividade ou hiperatividade já existiam durante a infância, mesmo que o diagnóstico só tenha ocorrido muitos anos depois.

Na ansiedade, é importante observar se a concentração piora principalmente durante períodos de preocupação, medo, tensão ou antecipação de situações negativas.

Na avaliação, podem ser investigadas perguntas como:

  • As dificuldades de organização e atenção já existiam durante a infância?
  • Elas aparecem mesmo quando a pessoa está tranquila?
  • A concentração piora principalmente quando existem preocupações?
  • Há preocupação excessiva ou difícil de controlar?
  • Existem crises súbitas de medo ou sintomas físicos intensos?
  • Há situações evitadas por medo ou ansiedade?
  • Os sintomas aparecem no trabalho, em casa e em outras áreas da vida?
  • Existe prejuízo profissional, acadêmico, financeiro, familiar ou social?
  • Como estão sono, consumo de cafeína, álcool, cannabis e outras substâncias?
  • Há sintomas de depressão, transtorno bipolar ou outra condição capaz de explicar parte do quadro?

Diretrizes recomendam que a avaliação do TDAH também investigue condições coexistentes e diagnósticos alternativos. [4]

Questionários podem ser úteis para rastreamento e acompanhamento, mas não confirmam isoladamente TDAH nem transtorno de ansiedade.

A ansiedade pode surgir por causa das dificuldades do TDAH?

Pode haver uma relação, mas ela não deve ser presumida.

Algumas pessoas com TDAH acumulam experiências de atrasos, esquecimentos, prazos perdidos, dificuldades acadêmicas ou profissionais e sensação constante de não conseguir acompanhar as demandas. Essas consequências podem contribuir para preocupação antecipatória e tensão.

Um adulto que repetidamente esquece compromissos, por exemplo, pode passar a conferir a agenda muitas vezes por medo de cometer outro erro.

Isso, porém, não significa que toda ansiedade em quem tem TDAH seja uma consequência secundária do transtorno. Um transtorno de ansiedade independente pode coexistir e exigir tratamento específico.

Também pode ocorrer o contrário: ansiedade importante pode intensificar dificuldades de concentração, organização e sono e fazer o funcionamento parecer ainda mais comprometido.

Ansiedade pode ser confundida com TDAH?

Sim.

Preocupação persistente, insônia, crises de ansiedade, depressão, estresse prolongado e outras condições podem provocar dificuldades de atenção e memória.

Uma diferença importante é que, no TDAH, espera-se encontrar uma história compatível com um transtorno do neurodesenvolvimento, não apenas uma dificuldade de concentração surgida recentemente.

Isso não significa que seja sempre simples reconstruir essa história. Pessoas diagnosticadas na vida adulta podem ter poucos registros escolares disponíveis, apresentar boas notas ou ter desenvolvido estratégias que mascararam parte das dificuldades durante muitos anos.

Por isso, o diagnóstico não deve depender de um único sinal, de um boletim escolar ou da resposta a um medicamento.

Qual condição deve ser tratada primeiro?

Não existe uma sequência obrigatória para todos os pacientes.

Quando TDAH e ansiedade coexistem, o tratamento deve considerar:

  • intensidade de cada quadro;
  • grau de prejuízo funcional;
  • riscos clínicos;
  • sono;
  • uso de substâncias;
  • tratamentos anteriores;
  • preferências do paciente;
  • outras condições psiquiátricas ou clínicas.

Em alguns casos, é possível tratar TDAH e ansiedade simultaneamente. Em outros, uma condição pode precisar de maior prioridade inicialmente.

Situações como risco de suicídio, episódio maníaco, psicose, depressão grave ou determinados problemas relacionados ao uso de substâncias podem modificar substancialmente a estratégia e exigir prioridade específica.

O objetivo não é apenas reduzir uma pontuação em uma escala, mas melhorar funcionamento, segurança, qualidade de vida e capacidade de lidar com as demandas cotidianas.

Como é o tratamento da ansiedade em adultos com TDAH?

O tratamento depende de qual transtorno de ansiedade está presente e da intensidade das dificuldades associadas ao TDAH.

Pode envolver psicoterapia, tratamento farmacológico, intervenções específicas para TDAH e medidas relacionadas a sono, rotina e hábitos.

Terapia cognitivo-comportamental

A terapia cognitivo-comportamental (TCC) possui evidências tanto para transtornos de ansiedade quanto como intervenção psicológica no TDAH adulto.

Dependendo do caso, a psicoterapia pode abordar:

  • preocupação excessiva;
  • evitação;
  • interpretação de ameaças;
  • sintomas físicos de ansiedade;
  • procrastinação;
  • planejamento e organização;
  • resolução de problemas;
  • gerenciamento do tempo;
  • estratégias para reduzir prejuízo funcional.

Uma metanálise publicada em 2026 reuniu 13 ensaios clínicos randomizados e 744 participantes com TDAH. Intervenções baseadas em TCC estiveram associadas a uma redução pequena dos sintomas de ansiedade imediatamente após o tratamento e pequena a moderada no acompanhamento. Os efeitos foram mais aparentes nos adultos; a evidência em populações pediátricas foi escassa. [5]

Esses resultados não significam que exista um único protocolo de TCC adequado para todas as pessoas. O tratamento precisa considerar qual transtorno de ansiedade está presente e quais dificuldades do TDAH estão contribuindo para o problema.

Medicamentos para TDAH podem ser usados quando existe ansiedade?

Sim. A presença de um transtorno de ansiedade não contraindica automaticamente o tratamento medicamentoso do TDAH.

A diretriz do National Institute for Health and Care Excellence (NICE) recomenda as mesmas opções de medicamentos para pessoas com TDAH e transtorno de ansiedade que para outras pessoas com TDAH. Ao mesmo tempo, recomenda titulação mais lenta e acompanhamento mais frequente quando existem transtornos mentais associados. [4]

A resposta individual varia. Algumas pessoas podem apresentar aumento de inquietação, insônia, palpitações ou ansiedade com determinado medicamento ou dose; outras não apresentam esse problema e podem inclusive perceber redução da ansiedade associada às consequências do TDAH quando seus sintomas ficam mais controlados.

Por isso, não são adequadas afirmações generalizadas como “estimulantes sempre pioram ansiedade” ou “tratar o TDAH sempre melhora a ansiedade”.

Uma revisão sistemática publicada em 2025 encontrou efeitos mais consistentes dos medicamentos sobre os sintomas centrais do TDAH. Os resultados sobre ansiedade e outras comorbidades psiquiátricas foram mais heterogêneos. [6]

A decisão sobre medicamento deve considerar diagnóstico, prejuízo funcional, eventos adversos, condições clínicas, outros medicamentos utilizados e tratamentos anteriores.

Quais medicamentos podem ser usados para ansiedade?

Depende do transtorno de ansiedade diagnosticado.

Em condições como o transtorno de ansiedade generalizada, psicoterapia e medicamentos antidepressivos, especialmente os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), estão entre as opções estabelecidas. Outras alternativas podem ser consideradas conforme o diagnóstico e a resposta individual. [7]

A escolha também deve considerar:

  • outros medicamentos utilizados;
  • possíveis interações;
  • efeitos adversos;
  • presença de depressão;
  • qualidade do sono;
  • doenças clínicas;
  • risco de uso inadequado de medicamentos;
  • tratamentos anteriores;
  • preferência do paciente.

Benzodiazepínicos não devem ser tratados como solução rotineira de longo prazo para ansiedade. No transtorno de ansiedade generalizada, por exemplo, o NICE orienta que sejam utilizados apenas como medida de curto prazo em determinadas situações de crise. Para transtorno de pânico, a diretriz não recomenda seu uso como tratamento. [7]

Nenhum medicamento deve ser iniciado, suspenso ou ter sua dose alterada sem orientação médica.

Estimulantes pioram a ansiedade?

Não necessariamente.

Estimulantes podem causar efeitos adversos como inquietação, insônia ou aumento da frequência cardíaca em algumas pessoas, o que pode ser percebido como piora da ansiedade.

Entretanto, a existência de um transtorno de ansiedade não é considerada, por si só, motivo para excluir medicamentos estimulantes do tratamento do TDAH. O NICE mantém as mesmas opções farmacológicas e recomenda acompanhamento mais cuidadoso quando existe comorbidade. [4]

Se a ansiedade surge ou piora após iniciar ou modificar um medicamento, é necessário avaliar temporalidade, dose, horário de uso, cafeína, sono e outros fatores em vez de presumir imediatamente uma única causa.

Mindfulness, respiração e exercício físico podem ajudar?

Podem funcionar como estratégias complementares para algumas pessoas, mas não substituem tratamentos específicos quando existe um transtorno clinicamente significativo.

Técnicas de respiração ou relaxamento podem ajudar no manejo de ativação fisiológica. Atividade física regular, sono adequado e rotina estruturada também podem favorecer o funcionamento geral.

Práticas de atenção plena podem ser úteis para algumas pessoas, mas não devem ser apresentadas como tratamento equivalente à psicoterapia estruturada ou à farmacoterapia quando estas estão indicadas.

No TDAH, medidas de organização ambiental e rotina também podem reduzir o impacto das dificuldades executivas.

O sono interfere na ansiedade e no TDAH?

Sim.

Dormir pouco ou dormir mal pode aumentar irritabilidade, instabilidade emocional e dificuldade de concentração. Também pode intensificar sintomas de ansiedade.

Por isso, a avaliação deve considerar:

  • insônia;
  • horários de sono muito irregulares;
  • apneia obstrutiva do sono;
  • uso de cafeína;
  • consumo de álcool ou outras substâncias;
  • medicamentos que interferem no sono.

Em alguns casos, uma pessoa interpreta como “TDAH piorando” uma dificuldade cognitiva que está sendo intensificada por privação de sono. Em outros, o próprio TDAH contribui para uma rotina de sono desorganizada. As duas situações podem coexistir.

Quando procurar avaliação psiquiátrica?

Uma avaliação é particularmente útil quando ansiedade, desatenção, inquietação ou impulsividade começam a causar prejuízo persistente em:

  • trabalho ou estudos;
  • relacionamentos;
  • organização financeira;
  • sono;
  • autocuidado;
  • capacidade de cumprir compromissos;
  • qualidade de vida.

Também merece investigação quando uma pessoa já está em tratamento para TDAH, mas continua apresentando preocupação excessiva, crises de ansiedade, evitação ou tensão importante. Veja: avaliação de TDAH com psiquiatra em Florianópolis e online.

Da mesma forma, alguém tratado para ansiedade pode precisar de investigação para TDAH quando existe uma história desde a infância de desorganização, distração, impulsividade ou outras dificuldades executivas que permanecem mesmo quando a ansiedade melhora.

Quando procurar atendimento de urgência?

Pensamentos de suicídio com risco de agir, comportamento de autoagressão, perda importante de contato com a realidade, episódio de agitação grave ou incapacidade de manter a própria segurança exigem avaliação imediata.

Nessas situações, a prioridade é atendimento de urgência, e não tentar definir sozinho se os sintomas decorrem de TDAH ou ansiedade.

Perguntas frequentes

Quem tem TDAH costuma ter ansiedade?

Adultos com TDAH apresentam, em média, níveis maiores de sintomas de ansiedade do que pessoas sem TDAH. Isso não significa que toda pessoa com TDAH tenha um transtorno de ansiedade. [1]

Ansiedade pode parecer TDAH?

Sim. Preocupação excessiva, tensão e principalmente privação de sono podem prejudicar concentração e memória. A diferenciação depende da história dos sintomas, seus desencadeantes, prejuízo funcional e evolução ao longo da vida.

Estimulantes pioram a ansiedade?

Não obrigatoriamente. Algumas pessoas apresentam inquietação, insônia ou outros efeitos que podem intensificar a sensação de ansiedade, mas transtorno de ansiedade não é uma contraindicação automática aos medicamentos para TDAH. [4]

É possível tratar ansiedade e TDAH ao mesmo tempo?

Sim. Em determinados pacientes, psicoterapia e tratamentos farmacológicos direcionados às duas condições podem fazer parte do mesmo plano. A combinação e a sequência devem ser individualizadas.

Tratar o TDAH pode melhorar a ansiedade?

Pode ajudar em alguns casos, especialmente quando parte da tensão está relacionada às consequências da desorganização, atrasos ou dificuldade de cumprir responsabilidades. Quando existe um transtorno de ansiedade independente, entretanto, ele pode continuar exigindo tratamento específico.

Tratar a ansiedade pode resolver a dificuldade de concentração?

Às vezes. Se a desatenção estiver principalmente relacionada à preocupação, ao sono inadequado ou à própria ansiedade, ela pode melhorar à medida que esses problemas são tratados. Se houver TDAH coexistente, dificuldades persistentes podem permanecer e precisar de abordagem própria.

Conclusão

TDAH e transtornos de ansiedade podem coexistir e compartilhar manifestações como dificuldade de concentração, inquietação e alterações do sono.

A diferenciação depende menos de um sintoma isolado e mais da trajetória ao longo da vida: quando as dificuldades começaram, em quais situações aparecem, o que as desencadeia e como interferem no funcionamento profissional, acadêmico, familiar e social.

Quando as duas condições estão presentes, não existe uma regra segundo a qual uma delas precise sempre ser tratada primeiro. Psicoterapia, medicamentos e intervenções sobre sono e rotina podem ser combinados de maneira individualizada.

REFERÊNCIAS PRINCIPAIS UTILIZADAS

  1. Hoskins JI, Gooch D, Gilligan-Lee KA. Symptoms of Anxiety in Adults with ADHD: A Systematic Review and Meta-Analysis of Case-Control Studies. Journal of Attention Disorders. 2026;30(10). DOI: 10.1177/10870547261459712. A metanálise incluiu 58 estudos e 18.821 participantes, encontrando escores de ansiedade maiores em adultos com TDAH; houve algum indício de viés de publicação.
  2. American Psychiatric Association. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders: DSM-5-TR. 5th ed., text revision. Washington, DC: American Psychiatric Association Publishing; 2022. ISBN: 9780890425756.
  3. World Health Organization. Clinical descriptions and diagnostic requirements for ICD-11 mental, behavioural and neurodevelopmental disorders. Geneva: World Health Organization; 2024. ISBN: 9789240077263. Publicação oficial da OMS
  4. National Institute for Health and Care Excellence. Attention deficit hyperactivity disorder: diagnosis and management (NG87). 2018. A diretriz estabelece as mesmas opções de medicamentos para TDAH com transtorno de ansiedade e recomenda titulação mais lenta e acompanhamento mais frequente quando há comorbidades psiquiátricas. Acesso em: 20 set. 2026. NICE NG87
  5. Wang X, He H, Lan J, Guo Y, Zhang Y. Cognitive behavioral therapy for anxiety symptoms in ADHD: A systematic review and meta-analysis with dose-response exploration. Psychotherapy Research. 2026:1-19. DOI: 10.1080/10503307.2026.2658745.
  6. Tripodi B, Carbone MG, Matarese I, Rizzato R, Della Rocca F, De Dominicis F, Callegari C. Effectiveness of Pharmacological Treatments for Adult ADHD on Psychiatric Comorbidity: A Systematic Review. Journal of Clinical Medicine. 2025;14(24):8848. DOI: 10.3390/jcm14248848.
  7. National Institute for Health and Care Excellence. Generalised anxiety disorder and panic disorder in adults: management (CG113). Published 2011; updated 2020. Acesso em: 20 set. 2026. NICE CG113
  8. May T, Birch E, Chaves K, et al. The Australian evidence-based clinical practice guideline for attention deficit hyperactivity disorder. Australian & New Zealand Journal of Psychiatry. 2023;57(8):1101-1116. DOI: 10.1177/00048674231166329.

Sobre o autor

Dr. Victor Voss

Dr. Victor Voss

Médico psiquiatra · CRM-SC 20096 · RQE 11934

Dr. Victor Voss é médico psiquiatra, com foco em TDAH. Seu atendimento considera especialmente as dificuldades de atenção, organização e saúde mental de quem empreende, lidera equipes e assume responsabilidades profissionais, sem restringir o cuidado a essas ocupações. Formado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA), instituição pública estadual, onde também concluiu a residência médica em Psiquiatria, é Mestre em Ciências Médicas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Atua como psiquiatra desde 2014 e já realizou mais de 50 mil consultas psiquiátricas. Sua trajetória inclui mais de oito anos de prática hospitalar, com atendimento a pacientes internados, atuação em pronto-atendimento psiquiátrico e acompanhamento de casos complexos. Atuou no Instituto São José entre 2014 e 2022. Desde 2019, atende em seu consultório em Florianópolis, com atendimento exclusivamente particular, presencial e por telemedicina para todo o Brasil e exterior, em português e inglês. Sua avaliação considera a história de vida, o contexto pessoal e profissional e a rotina, com plano de cuidado individualizado. Também atende crianças a partir de 6 anos e adolescentes, com critérios próprios de modalidade e participação do responsável.

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